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Acima Patricia Cornwell afirma que o suposto auto-retrato de Jack - O Estripador foi feito pelo pintor impressionista alemão, Walter Sickert, e seria o fim do mistério de 114 anos




*Mary Ann Nichols, 1ª Vitima, morta em 31 de agosto de 1888 *


*Annie Chapman, morta em 08 de setembro de 1888. *



*Elizabeth Stride, morta em 30 de setembro de 1888. *



*Catherine Eddowes, morta em 30 de setembro de 1888. *



*Mary Jane Kelly, a "última" vítima, morta em 09 de novembro de 1888.*


*Todas elas se encontram enterradas em Londres.*

SOBRE JACK - O ESTRIPADOR


Jack, o Estripador, foi o primeiro criminoso a virar celebridade. Depois de 115 anos, ele é nome de pub em Londres, tem roteiro turístico e batiza até um drinque vermelho-sangue. Sobre ele, foram escritos mais de 200 livros com variadas hipóteses. Anthony Perkins e Klaus Kinsky já o representaram no cinema. Mas o curioso, no caso de Jack, é que ele é uma celebridade sem rosto - algo impensável nos dias de hoje. Está nas livrarias - depois de ter causado polêmica nos Estados Unidos - o livro Retrato de um Assassino, a mais recente tentativa de dar identidade ao criminoso que estripou pelo menos cinco prostitutas no miserável bairro londrino de Whitechapel no fim do século XIX.

O saboroso é que, desta vez, Jack foi investigado pela mais excêntrica escritora policial. A americana Patricia D. Cornwell ganhou uma legião de fãs ao criar na ficção a médica-legista Kay Scarpetta, que entre os desenlaces de uma complicada vida familiar e amorosa desvenda a identidade de serial killers fazendo os mortos falar na mesa de seu necrotério. Em 2001, Cornwell foi convidada a visitar a Scotland Yard. Uma rotina na vida da escritora, que, ao botar o pé em alguma cidade, é sempre convocada a passear pelo que há de mais apavorante: túmulos, necrotérios, prisões. Era de esperar que o assunto recaísse no fracasso histórico da prestigiada instituição: ele, Jack. De dentro do catálogo de possíveis rostos do estripador, o pintor Walter Sickert (1860-1942) a encarou. Cornwell não pôde mais dormir em paz. Provar que Sickert era Jack tornou-se uma obsessão. A ponto de confessar: 'Sinto que Sickert está sugando minha vida'.

Foi assim que a escritora se confundiu, na vida real, com seu alter ego da ficção, a doutora Kay Scarpetta. Não poupou sua fortuna pessoal para arrancar a verdade dos mortos um século depois. Gastou mais de US$ 4 milhões para desvendar o mistério. Contratou especialistas forenses, estudiosos de caligrafia, pesquisadores da obra de Sickert. Descobriu que cartas do estripador à polícia tinham a mesma marca-d'água da correspondência do artista. Chegou ao requinte de comprar 30 pinturas, algumas ao preço de US$ 70 mil, e destruir parte delas em busca de impressões digitais.

Não houve o que Cornwell não tenha feito na sanha de provar que Walter Sickert - discípulo de Whistler, amigo de Oscar Wilde, admirador de Degas - e Jack, o Estripador, eram a mesma pessoa. Ela fez o que o inspetor Fred Abberline teria feito se tivesse os recursos de hoje. E teve todas as dificuldades de quem rastreia pistas deixadas há mais de um século - como descobrir que a plastificação das cartas atribuídas ao estripador tinha inviabilizado a identificação do DNA.

Ao final, conseguiu muitas provas e coincidências - algumas impressionantes -, mas nenhuma conclusiva o suficiente

para que se considere o 'caso encerrado'. Depois de mais de 100 testes com resíduos da saliva deixada ao selar envelopes, conseguiu o melhor resultado: uma seqüência de DNA mitocondrial de uma célula coletada em uma carta do estripador igual à encontrada em duas correspondências de Sickert. O problema do DNA mitocondrial - pinçado fora do núcleo da célula - é que ele não é exclusivo. A coincidência teria sido forte o suficiente para colocar Sickert no banco dos réus, mas a seqüência é igual à de 1% da população.

Walter Sickert, cujo corpo foi cremado, era uma figura bem intrigante. É considerado um dos melhores impressionistas ingleses, o que não significa muito na história da arte. Uma série de gravuras macabras de prostitutas, feitas 20 anos depois dos crimes, o colocou há muito na extensa lista de suspeitos. Privilégio que divide, entre outros, com figurões como o neto da rainha Vitória, o duque de Clarence, e até o criador de Sherlock Holmes, sir Arthur Conan Doyle.

A escritora descobriu que Sickert - três casamentos e nenhum filho - colecionava em vida todos os clichês que se imagina na biografia de um assassino compulsivo: pai dominador, uma fístula no pênis que pode tê-lo deixado impotente, ódio às mulheres, amor pelos disfarces, personalidade manipuladora e atração pela face sombria de Londres. Essa parte da história, que poderia ser fascinante, é a mais pobre. No quesito psicologia, Kay Scarpetta teria feito melhor. Sua criadora, Cornwell, escorrega na interpretação barata e começa a ver indícios em tudo. Esquece que, se Sickert reúne todos os ingredientes de um psicopata, isso não o torna um.

Poucas pessoas teriam mais razões para lembrar disso que Cornwell, de 47 anos. Ela assistiu a mais de 200 necropsias, trabalhou seis anos num necrotério, sofreu um estupro quando era repórter policial, teve um caso com uma agente do FBI cujo marido ciumento armou uma emboscada para a mulher nos porões de uma igreja, já esteve num centro de reabilitação para dependentes de álcool depois de bater o carro bêbada, tem crises maníaco-depressivas e anda armada. Tudo isso a transformou numa escritora policial milionária, não numa assassina. É bem possível que Sickert tenha mesmo cometido os crimes, mas ele também pode ter sido apenas o que se sabe: um pintor talentoso. Ao final da mais completa investigação sobre a identidade de Jack, o que se descobre é que o mistério continua.

 



 Escrito por Thiago Leal às 11h18
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Célebre Criminoso e assassino inglês. Tinha por hábito degolar as vítimas, que eram sempre e só mulheres prostitutas. Antes ou depois da degola, abria-lhes o ventre, com magistral incisão, técnicamente perfeita, do ponto de vista cirúrgico; deixava as  vítimas esvaídas em sangue, com as vísceras à mostra, ou derramadas em torno do corpo. A degola também era feita com a precisão de uma incisão cirúrgica, passando, o talho, de uma orelha à outra.

Zombava da polícia, a qual remetia pelo correio, pedaços e vísceras de suas vítimas. Todos os seus crimes foram trágicos e pavorosos, com as mesmas características.


 Escrito por Thiago Leal às 09h56
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Novidades!

Em breve com novas discuções e novidades no blog mais completo sobre o assunto, Não Perca a grande reinauguração do blog -  Dia 25/02/06.-



 Escrito por Thiago Leal às 10h40
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